O meu peito dói quando eu toco
E eu sempre toco
De cinco em cinco minutos
Dou uma cutucada
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Arrasta os dedos em mim
Me sobram cócegas
Quando me faltam motivos pra sorrir
Você não aparece
Desfalece na arena
Me deixa sem pena
A luz que falta
Me lembra você
Enquanto dormíamos
Em silêncio
O vento entra
Envolve com paz e sem cerimônia
Um momento
vira simplesmente dois
Um meu e outro seu
A estrada se abre
Pra me ver partir
Deixo meu cheiro no rastro do guia
Você já está perdido mesmo
E tudo que penso
Enterro vivo
Sozinha e comigo
Sigo o sentido
De descobrir o medo sem você
A alma que grita
Agita o pensamento nobre
Quando você sobe eu me firmo aqui
Passo cola na sola do pé
Engulo tudo pra aumentar o peso
Agüento o balanço qualquer
Firme como se a leveza nunca tivesse existido
Quando me faltam motivos pra sorrir
Você não aparece
Desfalece na arena
Me deixa sem pena
A luz que falta
Me lembra você
Enquanto dormíamos
Em silêncio
O vento entra
Envolve com paz e sem cerimônia
Um momento
vira simplesmente dois
Um meu e outro seu
A estrada se abre
Pra me ver partir
Deixo meu cheiro no rastro do guia
Você já está perdido mesmo
E tudo que penso
Enterro vivo
Sozinha e comigo
Sigo o sentido
De descobrir o medo sem você
A alma que grita
Agita o pensamento nobre
Quando você sobe eu me firmo aqui
Passo cola na sola do pé
Engulo tudo pra aumentar o peso
Agüento o balanço qualquer
Firme como se a leveza nunca tivesse existido
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Magic
De farta mágoa
Se fez a dança
Entre dois mágicos
Da cartola
Ele tirou um jardim
Sem vida
Da certeza
Ela fez dúvida
E de aplausos se fez o silêncio
Ele guardou a dor
Dentro de um balão
Quase sem ar
Ela estourou o balão
Guardou a dor
Na alma do cofre
Ele descobriu o segredo
Abriu as portas
E a dor se fez presente
O jardim voltou a respirar
Enquanto houver dor
Haverá vida
Se fez a dança
Entre dois mágicos
Da cartola
Ele tirou um jardim
Sem vida
Da certeza
Ela fez dúvida
E de aplausos se fez o silêncio
Ele guardou a dor
Dentro de um balão
Quase sem ar
Ela estourou o balão
Guardou a dor
Na alma do cofre
Ele descobriu o segredo
Abriu as portas
E a dor se fez presente
O jardim voltou a respirar
Enquanto houver dor
Haverá vida
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Acorda, Julia.
Quem um dia te fez
Chora
Quem um dia te amou
Morre
Quem um dia escreveu
Sumiu
Quem um dia te acordou
Ainda não voltou
Enquanto você ensaia mudanças
O mundo respira
Fala alto
Atrasa horas e horas
Porque te espera
E você não vem
Você morre a cada segundo
Já acenderam velas
Rezaram terços
Beijaram o ar
Agora o brilho
Já é opaco
Cadê você?
Abra os olhos
Volte para mim
Que corra a alma solta
Colorida
Como antes era o sempre
Entre cortes e paredes
Ainda enxergo você
Relaxe o braço
Até a ponta dos dedos
Cansados
Encha os pulmões de verde
Estique o braço que está sobre o peito
Esfregue nos olhos
Fechados
O sono do corpo inteiro
E imagine amores
Passando sem ver você
Leve sua casa para onde for
O clichê pode ser interessante
Mas para entender isso
Você só precisa de uma coisa:
acordar
Chora
Quem um dia te amou
Morre
Quem um dia escreveu
Sumiu
Quem um dia te acordou
Ainda não voltou
Enquanto você ensaia mudanças
O mundo respira
Fala alto
Atrasa horas e horas
Porque te espera
E você não vem
Você morre a cada segundo
Já acenderam velas
Rezaram terços
Beijaram o ar
Agora o brilho
Já é opaco
Cadê você?
Abra os olhos
Volte para mim
Que corra a alma solta
Colorida
Como antes era o sempre
Entre cortes e paredes
Ainda enxergo você
Relaxe o braço
Até a ponta dos dedos
Cansados
Encha os pulmões de verde
Estique o braço que está sobre o peito
Esfregue nos olhos
Fechados
O sono do corpo inteiro
E imagine amores
Passando sem ver você
Leve sua casa para onde for
O clichê pode ser interessante
Mas para entender isso
Você só precisa de uma coisa:
acordar
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Puta
Comprei o baú inteiro
Jóias e jóias marcaram tempos
Desfilaram festas
Enterraram almas
E se fizeram herança
No vaivém da dança
Acompanharam donas e santas
Dormiram em cabeceiras de mármore
Multiplicando a frieza que brilha
Meretrizes, mulatas e malandros
Carregam o reinado nos bolsos
Seus pés gastos beijam ruas
Que ficam para trás
A cama é mais justa do que roupa de puta
Para quem divide o lençol
Abraça o sujo
E acorda atrasado cheio de culpa
As jóias esquentam no sol
Pelo corpo da Puta rica
Cujo corpo arde de graça
Na beira do rio
E ninguém faz nada.
Jóias e jóias marcaram tempos
Desfilaram festas
Enterraram almas
E se fizeram herança
No vaivém da dança
Acompanharam donas e santas
Dormiram em cabeceiras de mármore
Multiplicando a frieza que brilha
Meretrizes, mulatas e malandros
Carregam o reinado nos bolsos
Seus pés gastos beijam ruas
Que ficam para trás
A cama é mais justa do que roupa de puta
Para quem divide o lençol
Abraça o sujo
E acorda atrasado cheio de culpa
As jóias esquentam no sol
Pelo corpo da Puta rica
Cujo corpo arde de graça
Na beira do rio
E ninguém faz nada.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Nunca
Chorei você a noite inteira
Suei a cama sem perdão
Cortei o peito
Criei asas
E parti
Me escondi em ti
Espiei lembranças
Escrevi
um verso na parede
seu nome no pulso
Um livro cheio de rezas
Quando
Seus olhos caíram
no meu ombro
Virei medo
Nunca mais fui a mesma
Suei a cama sem perdão
Cortei o peito
Criei asas
E parti
Me escondi em ti
Espiei lembranças
Escrevi
um verso na parede
seu nome no pulso
Um livro cheio de rezas
Quando
Seus olhos caíram
no meu ombro
Virei medo
Nunca mais fui a mesma
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Volte
Encontrei razões
Perdi a pose
Decidi por mim
Caminhei para o bem
Deixei você
Uma raiva firme
Abraçou meus dedos
Um por um
Você passou raspando
Eu aqueci o frio
Na barriga
E parti
Escrevi na mão
“me sinto bem quando estou só”
(como quem não pode esquecer de algo)
Tomei banho
Dormi de janela aberta
E você entrou
Lembrei que esqueci de alguma coisa
Depois que a tinta saiu você voltou.
Perdi a pose
Decidi por mim
Caminhei para o bem
Deixei você
Uma raiva firme
Abraçou meus dedos
Um por um
Você passou raspando
Eu aqueci o frio
Na barriga
E parti
Escrevi na mão
“me sinto bem quando estou só”
(como quem não pode esquecer de algo)
Tomei banho
Dormi de janela aberta
E você entrou
Lembrei que esqueci de alguma coisa
Depois que a tinta saiu você voltou.
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