Não vejo sentido
no vestido comprido que eu desfilo
só para me esconder
Adio encontros
e me desencontro na solidão
que eu escolhi sem saber
Corto palavras
e espalho suas partes
de modo que não as consigo ler
Busco no ar
as melodias das preces
que eu acabei de esquecer
No espelho
está a menina
que vive um passado presente
Me falta
o parar
Julia Duarte
quarta-feira, 13 de julho de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Ausência
Eu sei que não falamos
calamos no primeiro ato
no segundo e no terceiro
Eu sei que nos amamos
e nos contemos
na alegria, na tristeza e na beleza
Faltaram palavras
transportando um aviso
mesmo que tímido
Do inteiro
me sobrou meio
Da verdade
me sobrou o silêncio
Da esperança
me sobrou a reza
De você
me sobrou lembranças
De tudo que doei,
não sobrou nada.
Julia Duarte
calamos no primeiro ato
no segundo e no terceiro
Eu sei que nos amamos
e nos contemos
na alegria, na tristeza e na beleza
Faltaram palavras
transportando um aviso
mesmo que tímido
Do inteiro
me sobrou meio
Da verdade
me sobrou o silêncio
Da esperança
me sobrou a reza
De você
me sobrou lembranças
De tudo que doei,
não sobrou nada.
Julia Duarte
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
As coisas que são
Existe uma dor
que morde o estômago
Cada vez que eu tento engolir
o que não quero ser
Julia Duarte
que morde o estômago
Cada vez que eu tento engolir
o que não quero ser
Julia Duarte
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Existem amores e amores.
De noite.
Eu quero
Cobrir os seus pés
com os meus
Rezar
Por menos um
Adeus
Eu quero
desenhar você
por uma vida inteira
De luz tímida
e traço forte
Adiando a morte
Eu quero
um tempo
esquecido de acontecer
E um espaço
com espaço para eu amar você.
Julia Duarte.
Eu quero
Cobrir os seus pés
com os meus
Rezar
Por menos um
Adeus
Eu quero
desenhar você
por uma vida inteira
De luz tímida
e traço forte
Adiando a morte
Eu quero
um tempo
esquecido de acontecer
E um espaço
com espaço para eu amar você.
Julia Duarte.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Uma pausa.
Afastei a minha gente
porque a gente é minha
e com gente minha
não tem cerimônia nem vergonha
Tirei o pó da sala com almofadas
joguei a toalha
apaguei a luz
acendi a fé
Encontrei no terço
um bocado de mim.
Julia Duarte.
porque a gente é minha
e com gente minha
não tem cerimônia nem vergonha
Tirei o pó da sala com almofadas
joguei a toalha
apaguei a luz
acendi a fé
Encontrei no terço
um bocado de mim.
Julia Duarte.
terça-feira, 23 de março de 2010
O nó
Existe um nó
Bem na ponta da corda
existe um nó
A corda balança
mas o nó
não se desfaz
A corda estica
mas o nó
não escorrega
A corda molha
O nó seca junto com ela
O tempo passa
O nó cresce
e endurece
Existe uma corda
Bem na ponta do nó
existe uma corda
Julia Duarte
Bem na ponta da corda
existe um nó
A corda balança
mas o nó
não se desfaz
A corda estica
mas o nó
não escorrega
A corda molha
O nó seca junto com ela
O tempo passa
O nó cresce
e endurece
Existe uma corda
Bem na ponta do nó
existe uma corda
Julia Duarte
sexta-feira, 5 de março de 2010
Eu te amo duas vezes mais.
Se tornar princesa pela primeira vez
tem o frio da instabilidade
E pede uma promessa de amor parcelada
na esperança de reservar um futuro
Mesmo que o amor
ainda não tenha, de fato, se apresentado
O costume é morno
no discurso
As mesmas respostas de amor
Não intimidam
Não surpreendem
Viciam
Confortam
- Te amo.
- Eu também.
Quanto de amor
existe em frases como essa?
O amor repetido
tem duas vezes mais amor
O dobro daquele prometido
no ápice da precipitação.
Julia Duarte.
tem o frio da instabilidade
E pede uma promessa de amor parcelada
na esperança de reservar um futuro
Mesmo que o amor
ainda não tenha, de fato, se apresentado
O costume é morno
no discurso
As mesmas respostas de amor
Não intimidam
Não surpreendem
Viciam
Confortam
- Te amo.
- Eu também.
Quanto de amor
existe em frases como essa?
O amor repetido
tem duas vezes mais amor
O dobro daquele prometido
no ápice da precipitação.
Julia Duarte.
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