Confesso um segredo
com a ponta da língua
em você
Escrevo seu corpo
e apago o passado
que você tenta esquecer
Reencontro seus olhos
no escuro gritante
do quarto fechado
Encosto em seu corpo
por horas paradas
e esqueço de morrer
Beijo sua boca
Viro você por uma vida.
Julia Duarte
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Fim
O começo
tem uma ausência de peso
porque não há bagagem conjunta
é tudo
“daqui pra frente”
em um horizonte virgem
A delicadeza
da descoberta
é humana no sentimento
O presente não é nada
além do encontro
de duas verdades
Mas o tempo mente
E então,
nasce a capacidade
de inventar o futuro
Planejar a felicidade
como se não existisse
espontaneidade
Como se consequência
fosse palavra nula
no dicionário do coração
Os amores se perdem
quando o desejo é ensaiado
Julia Duarte
tem uma ausência de peso
porque não há bagagem conjunta
é tudo
“daqui pra frente”
em um horizonte virgem
A delicadeza
da descoberta
é humana no sentimento
O presente não é nada
além do encontro
de duas verdades
Mas o tempo mente
E então,
nasce a capacidade
de inventar o futuro
Planejar a felicidade
como se não existisse
espontaneidade
Como se consequência
fosse palavra nula
no dicionário do coração
Os amores se perdem
quando o desejo é ensaiado
Julia Duarte
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Você
Em certos momentos
me falta você
Fica uma lacuna
de fumaça
Sem a graça
do teu balanço firme
Com a falta
da tua falsa convicção
Fico apertada
num passado sem solidão
Hoje eu me carrego
e escrevo o descarrego
A vontade de ter você
dormiu com medo
Mas o dia já vai começar
E seja o que eu quiser
Julia Duarte
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Me sobra o pensar
Não vejo sentido
no vestido comprido que eu desfilo
só para me esconder
Adio encontros
e me desencontro na solidão
que eu escolhi sem saber
Corto palavras
e espalho suas partes
de modo que não as consigo ler
Busco no ar
as melodias das preces
que eu acabei de esquecer
No espelho
está a menina
que vive um passado presente
Me falta
o parar
Julia Duarte
no vestido comprido que eu desfilo
só para me esconder
Adio encontros
e me desencontro na solidão
que eu escolhi sem saber
Corto palavras
e espalho suas partes
de modo que não as consigo ler
Busco no ar
as melodias das preces
que eu acabei de esquecer
No espelho
está a menina
que vive um passado presente
Me falta
o parar
Julia Duarte
terça-feira, 15 de março de 2011
Ausência
Eu sei que não falamos
calamos no primeiro ato
no segundo e no terceiro
Eu sei que nos amamos
e nos contemos
na alegria, na tristeza e na beleza
Faltaram palavras
transportando um aviso
mesmo que tímido
Do inteiro
me sobrou meio
Da verdade
me sobrou o silêncio
Da esperança
me sobrou a reza
De você
me sobrou lembranças
De tudo que doei,
não sobrou nada.
Julia Duarte
calamos no primeiro ato
no segundo e no terceiro
Eu sei que nos amamos
e nos contemos
na alegria, na tristeza e na beleza
Faltaram palavras
transportando um aviso
mesmo que tímido
Do inteiro
me sobrou meio
Da verdade
me sobrou o silêncio
Da esperança
me sobrou a reza
De você
me sobrou lembranças
De tudo que doei,
não sobrou nada.
Julia Duarte
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
As coisas que são
Existe uma dor
que morde o estômago
Cada vez que eu tento engolir
o que não quero ser
Julia Duarte
que morde o estômago
Cada vez que eu tento engolir
o que não quero ser
Julia Duarte
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Existem amores e amores.
De noite.
Eu quero
Cobrir os seus pés
com os meus
Rezar
Por menos um
Adeus
Eu quero
desenhar você
por uma vida inteira
De luz tímida
e traço forte
Adiando a morte
Eu quero
um tempo
esquecido de acontecer
E um espaço
com espaço para eu amar você.
Julia Duarte.
Eu quero
Cobrir os seus pés
com os meus
Rezar
Por menos um
Adeus
Eu quero
desenhar você
por uma vida inteira
De luz tímida
e traço forte
Adiando a morte
Eu quero
um tempo
esquecido de acontecer
E um espaço
com espaço para eu amar você.
Julia Duarte.
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